Reescrevendo metas

Quando a vida muda o caminho, elas encontram novas formas de escrever sua história.

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O que você quer escrever nos próximos capítulos?

Fazer algo só porque você gosta.
Experimentar yoga.
Ler um livro.
Aprender a pintar.
Fazer aquele curso que você sempre quis.
Voltar a caminhar.
Começar terapia.
Encontrar as amigas.
Retomar o crochê.
Ter um dia mais tranquilo.

Não existe tamanho certo para uma meta.
Existe aquilo que faz sentido para você agora.

O que você quer escrever nos próximos capítulos?

Fazer algo só porque você gosta.
Experimentar yoga.
Ler um livro.
Aprender a pintar.
Fazer aquele curso que você sempre quis.
Voltar a caminhar.
Começar terapia.
Encontrar as amigas.
Retomar o crochê.
Ter um dia mais tranquilo.

Não existe tamanho certo para uma meta.
Existe aquilo que faz sentido para você agora.

Receber um diagnóstico pode gerar muitas incertezas.

Informação de qualidade pode ajudar você a entender seu diagnóstico, se preparar para esclarecer todas as dúvidas, para então participar ativamente das decisões sobre o seu tratamento, sempre em conjunto com os profissionais de saúde.¹

acesse aqui a cartilha e entenda melhor seu diagnóstico, seus exames e as perguntas
que podem ajudar nas conversas com sua equipe de saúde

Informação para diferentes momentos da jornada.
Seu corpo também pode encontrar novos caminhos.

Manter-se ativa após o diagnóstico pode trazer benefícios importantes para a saúde.

Mulheres que se mantêm ativas* após 1 ano do diagnóstico podem apresentar até 41% menos risco de a doença voltar e quase metade do risco de mortalidade.1

Em mulheres que se mantêm ativas após 2 anos do diagnóstico, esse benefício foi ainda maior: 55% menos risco de retorno da doença e 68% menos mortalidade.1**

Não é preciso muito: cerca de 150 minutos por semana de atividade moderada (como caminhar, nadar ou pedalar) ou 75 minutos de exercícios mais intensos, junto com atividades de força, já fazem diferença.2***

*Pacientes que atingiram os valores mínimos recomendados de Physical Activity Guidelines for Americans (sim/não) antes do diagnóstico e após 1 ano de acompanhamento apresentaram uma redução estatisticamente significativa no risco de recorrência (HR = 0,59; IC 95% = 0,42 a 0,82) e mortalidade (HR = 0,51; IC 95% = 0,34 a 0,77). "Ativas" se refere ao Physical Activity Guidelines for Americans (PAGAs) — Diretrizes de Atividade Física para Americanos.

**As associações foram mais fortes no acompanhamento de 2 anos para recorrência. (HR ¼ 0.45, 95% CI ¼ 0.31 to0.65) e mortalidade (HR ¼ 0.32, 95% CI ¼ 0.19 to 0.52).

***Recomendação da OMS: 150 e 300 minutos de exercício moderado ou 75 a 150 minutos para atividade intensa por semana.

Conhecendo os exames14,15,16

Mamografia: É um exame de imagem que utiliza raios-X para avaliar as mamas. É uma das principais ferramentas utilizadas no rastreamento e na investigação de alterações mamárias.14


Ultrassonografia: É um exame que utiliza ondas sonoras para produzir imagens das estruturas da mama. Pode complementar a mamografia e ajudar na avaliação de determinadas alterações.14


Ressonância magnética das mamas: É um exame de imagem que utiliza um campo magnético e ondas de rádio para produzir imagens detalhadas das mamas. Pode ser indicada em situações específicas, conforme avaliação médica.14


Imuno-histoquímica: É um exame realizado no tecido do tumor para identificar a presença ou ausência de determinadas proteínas ou características nas células. Essas informações podem ajudar a classificar o câncer e orientar decisões sobre o tratamento.15, 16


Biomarcador: É uma característica biológica que pode ser identificada em células, tecidos, sangue ou outros materiais do organismo. No câncer de mama, alguns biomarcadores ajudam a entender as características do tumor e contribuem para a escolha do tratamento.15, 16

HER2: É uma proteína que pode estar presente em maior quantidade na superfície de algumas células do câncer de mama. O resultado do teste para HER2 identifica o subtipo do tumor e determina quais opções terapêuticas podem ser consideradas ao longo do tratamento.16


Receptor hormonal: São proteínas presentes em algumas células do câncer de mama que podem receber sinais de hormônios, como estrogênio e progesterona. A avaliação desses receptores ajuda a entender o comportamento do tumor e pode orientar o tratamento.15


RE — Receptor de estrogênio: É um tipo de receptor hormonal. Quando as células do tumor apresentam receptores de estrogênio, o câncer pode ser chamado de receptor de estrogênio positivo (RE+). Essa informação pode ajudar a equipe médica a definir o tratamento.15


RP — Receptor de progesterona: É outro tipo de receptor hormonal. Sua presença ou ausência nas células do tumor é avaliada durante a investigação do câncer de mama e pode contribuir para a definição do tratamento.15

Toda jornada fica mais leve quando a informação é compartilhada.

Informação confiável acolhe, orienta, fortalece decisões e pode fazer diferença em cada etapa do caminho.

Compartilhe este conteúdo e ajude mais mulheres e famílias a reescreverem sua história ao encontrarem apoio, conhecimento e esperança.

Este conteúdo é educativo e não substitui a orientação individualizada da sua equipe de saúde.

Referências Bibliográficas

1. CANNIOTO, R. A. et al. Physical activity before, during, and after chemotherapy for high-risk breast cancer: relationships with survival. JNCI: Journal of the National Cancer Institute, v. 113, n. 1, p. 54-63, 2021. DOI: 10.1093/jnci/djaa046. 2. SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA. A atividade física regular tem efeitos positivos no câncer de mama. 26 jul. 2024. Disponível em: https://sbmastologia.com.br/para-a-populacao/atividade-fisica-regular-tem-efeitos-positivos-no-cancer-de-mama/. Acesso em: 28 set. 2026. 3. SANTOS, M. O. et al. Estimativa de incidência de câncer no Brasil, 2023–2025. Revista Brasileira de Cancerologia, v. 69, n. 1, e-213700, 2023. DOI: 10.32635/2176-9745.RBC.2023v69n1.3700. 4. VENÂNCIO, J. L.; LEAL, V. M. S. Importância da atuação do psicólogo no tratamento de mulheres com câncer de mama. Revista Brasileira de Cancerologia, v. 50, n. 1, p. 55-63, 2004. 5. SILVEIRA, J. et al. How do body practices affect the psychological aspects of survivors women undergoing treatment for breast cancer? Systematic literature review. Revista Brasileira de Cancerologia, v. 69, n. 1, p. 1-12, 2023. DOI: 10.32635/2176-9745.RBC.2023v69n1.2981. 6. BRASIL. Ministério da Saúde. DATASUS. Painel Oncologia. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://painel-oncologia.saude.gov.br/. Acesso em: 18 set. 2026. 7. AMERICAN CANCER SOCIETY. Recommendations for the Early Detection of Breast Cancer. Atlanta: American Cancer Society. Disponível em: https://www.cancer.org. Acesso em: 28 set. 2026. 8. DIXON-SUEN, S. C. et al. Physical activity, sedentary time and breast cancer risk. British Journal of Sports Medicine, v. 56, n. 20, p. 1157-1170, 2022. 9. WAKS, A. G.; WINER, E. P. Breast Cancer Treatment: A Review. JAMA, v. 321, n. 3, p. 288–300, 2019. DOI: 10.1001/jama.2018.19323. 10. WHO CLASSIFICATION OF TUMOURS EDITORIAL BOARD. Breast Tumours. 5. ed. Lyon: International Agency for Research on Cancer, 2019. (WHO Classification of Tumours Series, v. 2). 11. KALLI, S. et al. American Joint Committee on Cancer’s Staging System for Breast Cancer, Eighth Edition: What the Radiologist Needs to Know. Radiographics, v. 38, n. 7, p. 1921–1933, 2018. DOI: 10.1148/rg.2018180056. 12. LOIBL, S. et al. Early breast cancer: ESMO Clinical Practice Guideline for diagnosis, treatment and follow-up. Annals of Oncology, v. 35, n. 2, p. 159–182, 2024. DOI: 10.1016/j.annonc.2023.11.016. 13. CARDOSO, F. et al. 6th and 7th International consensus guidelines for the management of advanced breast cancer. The Breast, v. 76, p. 103756, 2024. DOI: 10.1016/j.breast.2024.103756. 14. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Screening for Breast Cancer. Atlanta: CDC. Disponível em: https://www.cdc.gov/breastcancer/screening/index.html. Acesso em: 28 set. 2026. 15. ALLISON, K. H. et al. Estrogen and Progesterone Receptor Testing in Breast Cancer: ASCO/CAP Guideline Update. Archives of Pathology & Laboratory Medicine, v. 144, n. 5, p. 545-563, 2020. 16. WOLFF, A. C. et al. Human Epidermal Growth Factor Receptor 2 Testing in Breast Cancer: ASCO/CAP Guideline Update. Journal of Clinical Oncology, v. 36, n. 20, p. 2105-2122, 2018. 17. BURSTEIN, H. J. et al. Endocrine Treatment and Targeted Therapy for Hormone Receptor–Positive, HER2-Negative Metastatic Breast Cancer: ASCO Guideline Update. Journal of Clinical Oncology, v. 39, n. 35, p. 3959–3977, 2021. DOI: 10.1200/JCO.21.01392. 18. Eisenhauer EA, Therasse P, Bogaerts J, et al. New response evaluation criteria in solid tumours: revised RECIST guideline (version 1.1). Eur J Cancer. 2009;45(2):228-247. doi:10.1016/j.ejca.2008.10.026. 19. Sanders JJ, Temin S, Ghoshal A, et al. Palliative Care for Patients With Cancer: ASCO Guideline Update. J Clin Oncol. 2024;42(19):2336-2357. doi:10.1200/JCO.24.00542. 20. BIGANZOLI, L. et al. The requirements of a specialist breast centre. The Breast, v. 51, p. 65-84, 2020. DOI: 10.1016/j.breast.2020.02.003. 21. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Breast cancer. Geneva: WHO, 2026. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/breast-cancer. Acesso em: 2 out. 2026. MNP-00844 – Setembro/2026